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20/10/2021 | CULTURA
Artista e escritora caiaponiense publica livro na Amazon e concorre prêmio de literatura
Artista e escritora caiaponiense publica livro na Amazon e concorre prêmio de literatura

 
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Nascida em Caiapônia, Elizângela Pereira Brito Belther lançou recentemente o livro ‘Curiango: Amanhã eu vou’. A obra publicada na Amazon está concorrendo ao Prêmio Kindle de Literatura e pode ser adquirida através do site www.amazon.com.br.

Elizângela é atriz, professora, revisora e escritora. Atualmente mora no Rio de Janeiro. É dramaturga no projeto VestibaEncena de Curitiba-PR há mais de dez anos. Participa como oficineira e jurada no projeto Festival de Teatro e Educação para o Trânsito da Polícia Federal Rodoviária (FETRAN), nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Com relação ao recente trabalho literário, os primeiros escritos da obra começaram ainda em 2016, mas foi só no ano passado, em meio a pandemia da covid-19, que ela conseguiu dedicar-se ao livro, que foi publicado este mês em formato eBook Kindle. “No ano passado o livro possuía apenas 100 páginas escritas, mas daí veio a pandemia, e eu fiz desse período tão difícil para todos nós o mais produtivo da minha vida. Enfiei a cara literatura. Li muito e escrevi muito”, explica a escritora.

Ela conta que a ideia do livro nasceu de um bate-papo com uma amiga sobre procrastinação. “Lembro-me de ter dito a ela a seguinte frase: tenho paciência com gente curiango não. Ela riu e me perguntou o que era curiango. Então eu expliquei a ela que curiango era um passarinho que cantava assim: amanhã eu vou, amanhã eu vou… E a mãe, quando a gente era criança, chamava a gente de curiango quando ela nos mandava ir lavar as vasilhas e a gente ficava “curiangando”, verbo que criei”.

Curiango: Amanhã eu vou é uma história fictícia, na qual a autora manteve referências geográficas, paisagens e costumes goianos e mato-grossenses. “Os mais reais que minha memória deu conta de relatar. Quero, com este livro, levar a beleza do Centro-Oeste – o jeito interiorano de viver e de falar, o sabor da comida da minha terra –, para o mundo. Pode ser muita pretensão minha, mas quem sabe?”, considerou Eliz.

SINOPSE DO LIVRO

Amanhã eu vou, amanhã eu vou… era o canto procrastinador do curiango a guiar o sonho de Leila. Sonho? Ela já não sabe mais se foi sonho, lembrança ou invenção de sua memória. O que sabe é que, de repente, acorda em uma realidade em que se vê num espelho como uma mulher adulta, enquanto na sua mente ela é apenas uma menina de onze anos. Não são só as lembranças que se embaralham e se confundem, é a realidade e o tempo presente que parecem não fazer mais sentido.

E é a partir dos retalhos de recordações da sua infância que Leila inicia a busca pelo real motivo que provocou essa lacuna de vinte e dois anos na sua memória capenga, contando também com a ajuda das recordações cravadas na memória do seu corpo, como o aroma do seu shampoo, o gosto da comida goiana ou o cheiro das prantas de Dominique.

Da agitada São Paulo à interiorana Caiapônia, Leila descortina, com detalhes poéticos e simbólicos, as paisagens que propiciam uma reflexão sobre o poder dos espaços na construção das memórias. E, numa prosa rica do dizer do interior de Goiás, ela conduz o leitor por um discurso que é em vários momentos leve e engraçado, em outros denso e pegajoso, e ainda, por vezes, pesado e sufocante.

E, assim, Leila também põe à prova a memória do próprio leitor de Curiango: Amanhã eu vou, convidando-o a conhecer sua história e os rincões do Centro-Oeste, sem adiar para amanhã, sem curiangar na vida.

 

 

 


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